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Aquela janela;
Pra muitos, simples janela;
É minha entrada pra torre de marfim.
É de onde eu a vejo dançar:
Balançando, girando, sorrindo
E, as vezes, cantando.
E ainda tem poder em seu seio
De me deitar em longo devaneio.
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De onde for que me veja dançar,
talvez sinta o movimento a murmurar, soprar
gritar.
Após tanto tempo em menos meses,
e muito amor, calor, no paradoxo,
é para onde balanço e liberto
sensações contidas.
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Não pare, eu grito.
A noite vai nos esperar.
Que problema teria, uma dança mais?
Mas pra ultima dança
Uma proposta eu faço:
Que tal ser meu par?
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Enquanto a noite espera e se afunda
antes de qualquer dança,
que uma taça a mais não nos confunda,
e que nos faça alimentar os passos,
nesse frio piso, onde há doce encalço.
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Que fique a gosto da lua
A bela pintura nua.
Obs.:
Este, é uma parceria de Isabella e Victor.
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