1 de novembro de 2011

onirismo crônico


Me deito, e logo vejo anotações pela parede, pela mesa e pelo meu corpo.
Mas sei que nenhuma delas estampa o que preciso. Não são lembretes, nem descobertas.
São lembretes e descobertas.
Tal que, inúmeros polvos surgem. Com suas negras nuvens de nanquim, que me confundiam ao mesmo tempo em que me faziam ver melhor.
E então, via de longe, que a solidão, cada vez mais personificada, e eu, nos tocávamos.
Ela, desejosa de ser desenhada em minha carne viva, e eu, palpitante por existir.
Eu me levanto, limpo os ombros e rasgo os papéis.

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