"Voar não posso. Andar me custa paciência.
Que tormento me causou minha imprudência.
Abandonado nessa incrível terra isolada
onde a razão que conheço não vale nada.
E a chuva, que torna o chão barroso;
Fazendo o passeio ainda mais custoso.
Entretanto, parar não é uma boa escolha;
Isso, claro, se a intuição não me falha.
Me assustam, esses vultos vaporosos.
Embora riam, não parecem amistosos.
Mas antes fossem só eles a me assustar;
Todo o resto parece se mover neste lugar.
Até as rochas estão em visível metamorfose.
Observando bem, mais parece uma apoteose.
Tão gracioso movimento já causa efeito
afastando o medo que tomava-me o peito.
Como é bom me ver livre do medo;
E reavaliar este lugar como um todo.
Afinal, é como me disse meu anfitrião;
Aqui eu ficarei, quer goste, quer não.
Pois que assim seja, afinal de contas;
Mais uma aventura dentre outras tantas.
Talvez aqui é onde eu possa encontrar
o que eu buscava e não tinha em meu lar."
-sai-
-Vulto, ao longe-
"Meus parabéns, caro visitante.
É certo que chegou aqui por desespero.
Mas demonstrou força, nesse instante.
Vejamos como se sai no caminho severo."
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